sábado, 29 de setembro de 2007

Resultados - jornada 8


Manchester City, 3 - Newcastle, 1
marcadores: 0-1(Martins), 1-1 (Petrov), 2-1 (Mpenza), 3-1 (Elano)

Não poderia ter melhor início a jornada 8. Duas das melhores equipas da competição, que fizeram jus ao elogios anteriores. Um jogo trepidante, repleto de grandes lances de futebol, inúmeras oportunidades e belos momentos, para delícia da multidão que encheu o estádio do City. Se o Newcastle, novamente sem o desafortunado Owen, entrou melhor, adiantando-se no marcador, através de um gesto técnico brilhante de Obafemi Martins, o City foi contundente na resposta. Empatou pouco depois, na sequência de um movimento ofensivo brilhante, com a finalização do búlgaro Petrov a colocar justiça no marcador. Se a 1ª parte tirou o fôlego a quem viu, a 2ª foi ainda mais suculenta. Iniciou-se com novo movimento brilhante de Petrov [on fire], dando de bandeja a oportunidade a Mpenza de fazer o segundo golo [também o 2º na sua conta pessoal]. A partir daí, com o City numa toada de contra-ataque, tudo poderia ter acontecido. Grande réplica do Newcastle, várias vezes à beira do empate, mas o ponto final foi colocado por outro intérprete de eleição. Elano, na marcação de um livre, fuzilou Shay Given e deu mais 3 pontos a Eriksson. Até onde pode ir esta bela equipa do City, que dá água na boca ao vê-la jogar?

Derby County, 1 - Bolton, 1
marcadores: 1-0 (K.Miller), 1-1 (Anelka)

Num jogo entre aflitos, nenhuma das equipas perdeu, continuando ambas na zona de despromoção, com igual número de pontos [5]. Se já se viu, nestas 8 jornadas, que o Derby irá sentir enormes dificuldades para alcançar a manutenção, causa alguma estranheza a actual cassificação do Bolton, que nos habituou em anos anteriores a lutar sempre pelos lugares cimeiros, com acesso à Europa. Hoje podem agradecer o retorno aos golos do francês Anelka, que evitou novo desaire, permitindo a conquista de um precioso ponto.

Portsmouth, 7 - Reading, 4
marcadores: 1-0 (Benjani), 2-0 (Benjani), 2-1 (S.Hunt), 2-2 (D.Kitson), 3-2 (Hreidarsson), 4-2 (Benjani), 5-2 (Kranjcar), 5-3 (S.Long), 6-3 (S.Long), 7-3 (Muntari, gp), 7-4 (Shorey)

Ufaaa! Isto mais parecia um jogo de hóquei em patins do que uma partida de futebol. Mas é mesmo, caro leitor, de futebol, pese o invulgar número de golos. O Portsmouth, a realizar uma excelente temporada, vindo de uma vitória no reduto do até então invicto Blackburn, começou em grande estilo, chegando facilmente aos 2-0, ambos os tentos da autoria de Benjani, uma das esperanças do Portsmouth para esta época, depois da miserável temporada que o dianteiro realizou, no ano transacto, com apenas 2 golos marcados. O Reading, algo aturdido, demorou a reagir, mas fê-lo em alturas cruciais. Mesmo à beira do intervalo e logo após o início da segunda metade. Desempata o Portsmouth e acontece provavelmente o acontecimento marcante do jogo. Shorey, jogador do Reading, desperdiça uma grande-penalidade. Aproveitou a benesse a equipa da casa, marcando dois de rajada e colocando ponto final nas aspirações forasteiras. 12 pontos para o Portsmouth, subindo bastante na tabela classificativa, e o Reading, com 7, a sentir o desconforto da parte baixa da classificação. Jogo memorável!

Sunderland, 1 - Blackburn, 2
marcadores: 0-1 (D.Bentley), 0-2 (Santa Cruz), 1-2 (Leadbitter)

Bela reacção do Rovers à derrota caseira [a primeira] frente ao Portsmouth. Jogando no campo do recém-promovido Sunderland, onde o Tottenham baqueou, o Blackburn amealhou os 3 preciosos pontos, somando agora 12, entrando na luta por um lugar europeu. Os visitados, apanhados desprevenidos com os 2 golos de rajada, na segunda-parte, demoraram a reagir, conseguindo apenas reduzir perto do apito final, mas sem tempo para evitar um desaire comprometedor, pois Roy Keane contaria, por certo, em obter algum ponto, no seu reduto. O Rovers comprova, mais uma vez, o seu poder ofensivo. Não houve McCarthy nem Pederson, mas estava lá Roque Santa Cruz, com o seu terceiro tento na prova.

West Ham, 0 - Arsenal, 1
marcadores: 0-1 (Van Persie)

Sexta vitória em sete jogos são agora o cartão de visita do Arsenal, num início de temporada fulgurante, contradizendo todas as perspectivas, que arredavam os gunners da luta pelo título. Num dos derbys londrinos da jornada, no terreno do West Ham, equipa que, ao contrário da temporada passada, já mostrou que pode almejar outros vôos, a equipa de Wenger mostrou uma maturidade impressionante, com destaque, novamente, para Fabregas, bem secundado por um cada vez mais importante Diaby, o jovem francês lançado a titular este época. Num jogo intenso, com polémica à mistura [golo mal invalidado ao West Ham] e lesões preocupantes [o semblante de Wenger, no final, mostrava o que lhe ía na alma] de Hleb e Adebayor, o Arsenal manteve-se invicto, somando agora 19 pontos e contando ainda com menos um jogo. É obra!

Chelsea, 0 - Fulham, 0

O outro derby de Londres, este entre vizinhos, com o mesmo resultado da época passada: um empate. O "normal one", como chamam ao novo treinador do Chelsea, continua a sua epopeia à frente dos destinos dos blues, sem mostrar o que preconizara na hilariante e patética conferência de imprensa: o futebol positivo. Disso, tem muito pouco o Chelsea, que passou a primeira parte a ver o Fulham defender, sem criar oportunidades de golo [ a melhor foi mesmo do Fulham, com Dempsey a desperdiçar] e com o protagonismo todo em Shevchenko, que agora está como quer: marca livres e, pasme-se, até pontapés de canto, ele que supostamente é um finalizador. Sabia-se que a 2ª parte teria que ser, obrigatoriamente, melhor, pois nas bancadas surgiu, regularmente, o cântico predilecto dos adeptos: "José Mourinho, José Mourinho"! Abnegados, esforçados, mas infelizes, é essa a melhor descrição da segunda metade. Bola no poste, por Kalou, falhanço incrível de Joe Cole, isolado e mais alguns lances de apuro, com o Fulham a defender estoicamente. Já sem Sheva em campo [o primeiro rasgo de bom senso de Avram Grant], foi Lawrie Sanchez, treinador do Fulam, que surpreendeu, ao trocar um médio e a apostar noutro avançado, tentando vencer o jogo. Drogba, já amarelado, tem uma involuntária, mas brutal entrada sobre um adversário, recebendo a justa ordem de expulsão. E, a partir daí, com 15 minutos para jogar, o recorde de invencibilidade caseira dos blues só resistiu graças a Cech [defesa monumental com um adversário isolado] e à sorte, com mais dois golos feitos do Fulham a serem desperdiçados de forma quase inacreditável. Continua sem ganhar o Chelsea, terminando Setembro sem vitórias [excepto a Carling Cup] e sem golos marcados, e o Fulham, com terceiro empate consecutivo e apenas uma vitória em oito jornadas. Muito pouco para ambos!

Wigan, 0 - Liverpool, 1
marcadores: 0-1 (Benayoun)

Após dois empates seguidos, o Liverpool regressa às vitórias, num terreno difícil, pela precaridade na tabela que começa a afligir o Wigan. O golo, surgido já no final quarto-de-hora, foi marcado pelo israelita Beanyoun, transferido esta época do West Ham, culminando uma semana em cheio para si, pois já tinha marcado em Reading, para a Carling Cup. Vitória de extrema importância dos reds, afastando os fantasmas da irregularidade que ameaçavam instalar-se para os lados de Anfield, conseguindo manter a distância de 4 pontos que os separam do líder Arsenal. O Wigan, com novo desaire [e vão 3 seguidos] mantêm os 8 pontos na tabela, avolumando-se as preocupações para Chris Hutchings, o antigo adjunto da equipa, actualmente a desempenhar o papel principal.

Birmingham, 0 - Manchester United, 1
marcadores: 0-1 (C.Ronaldo)

Melhor o resultado do que a exibição, mas esse facto pouco interessará à velha raposa, Alex Ferguson, que vê os seus red devilds a recuperarem do pior início de temporada, sob o seu jugo. Durante a 1ª parte [a única que vi] os vermelhos de Manchester foram literalmente encostados às cordas por um surpreendente Birmingham, mostrando um futebol escorreito, rápido e cheio de intencionalidade. Foram várias as oportunidades de golo para a equipa da casa, salvas in extremis por Van der Sar e seus pares [duas sobre a linha de golo], com Cameron Jerome, o possante avançado da equipa caseira, a criar bastantes dificuldades ao último reduto do Manchester. Como diz a velha máxima, "quem não marca, sofre", e foi o que aconteceu, com o inevitável Ronaldo, a figura maior dos campeões, a marcar um golo que vale 3 pontos. Continua a perseguição ao Arsenal, num campeonato que promete.
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3 comentários:

rui tavares disse...

O Chelsea vai de mal a pior. Não lembra ao diabo colocar de inicio 3 avançados e deixar de fora o SW Philips e o Malouda, k têm sido dos melhores jogadores do clube. O israelita quis dar um ar da sua graça, com a inclusão de Makelele e a titularidade do Sheva, mas saiu-se mal. E se uma daquelas bolas no final entrava na baliza do Cech, bem k Stamford Bridge vinha abaixo.
Qt ao resto, importantes vitórias dos outros candidatos, em especial do Arsenal, k tinha o jogo mais dificil.

Abraço,

joão torgal disse...

1º - Parabéns pelos excelentes resumos;
2º - Grande vitória do Arsenal;
3º - O Chelsea atrasa-se irremediavelmente;
4º - A sorte do Manchester United nunca mais acaba. Incrível como não sofreram golos naquela medíocre 1ª parte;
5º - A chuva de golos no Portsmouth, num resultado invulgar.

Abraço,

paulo renato disse...

O chairman do Chelsea já veio pedir aos adeptos k parem com os cânticos contra Avram Grant. Acho difícil. É que o tal futebol espectáculo nem vê-lo e a distância para os outros candidatos já começa a ser grande. O pior é que vem aí uma prova de fogo, contra o Valência. Se perdem ficam em maus lençóis...