sábado, 20 de outubro de 2007

Resultados - jornada 10

Everton, 1 - Liverpool, 2
marcadores: 1-0 (Hyppia, pb), 1-1 (Kuyt, gp), 1-2 (Kuyt, gp)

Não poderia ter melhor início, esta 10ª jornada. Um apaixonante derby de Liverpool, com toda a rivalidade que isso encerra. De um lado, os azuis de David Moyes, do outro os vermelhos de Rafa Benitez. Dois treinadores sob pressão, que jogavam uma alta cartada neste encontro de vizinhos. O Everton, eterno candidato europeu, coleccionava 3 derrotas nas últimas 4 partidas. Os comandados do espanhol já com 5 empates nos jogos disputados, a 6 do Arsenal, líder da classificação. Sem Fernando Torres, lesionado, Benitez procedeu novamente a uma rotação do plantel, tendo em conta o compromisso europeu de 4ª feira. Do outro lado, ainda sem Cahill, a estrela-mor da equipa, o Everton adiantou-se no marcador, à beira do intervalo, num lance infeliz do finlandês do Liverpool, introduzindo a bola na própria baliza. Só após o intervalo se deu a reacção visitante, com Kuyt a empatar, num penalty que levou à expulsão de Hibbert. Em superioridade numérica, foi já nos descontos que o Liverpool amealhou os preciosos pontos em disputa, noutra grande penalidade convertida por Kuyt. Com polémica à mistura, os reds respiraram de alívio, continuando em todas as frentes a disputar os troféus.

Blackburn, 4 - Reading, 1
marcadores: 1-0 (McCarthy), 2-0 (Santa Cruz), 3-0 (Tugay), 3-1 (K.Doyle), 4-1 (McCarthy, gp), 4-2 (K.Doyle)

A equipa de Mark Hughes não desiste de dar espectáculo, sendo isso sinónimo de golos. Como golos são o nome do meio de Benni McCarthy, o sul-africano, que tantas saudades deixou para o lado do Dragão, marcou 2, como que querendo demonstrar que esta época se pode contar novamente com ele para a artilharia às balizas advesárias. Ao seu lado, Roque Santa Cruz continua também a provar a cada jogo quão acertada foi a sua contratação aos alemães do Bayern. Um triunfo fácil, que mantem os Rovers na parte de cima da classificação e os visitantes cá por baixo, perigosamente perto dos lugares de descida.

Arsenal, 2 - Bolton, 0
marcadores: 1-0 (Toure), 2-0 (Rosicky)

Se o encontro parecia desnivelado logo à partida, pois encontravam-se os opostos da classificação, o triunfo dos gunners não foi tão fácil quanto o esperado. Lutando bravamente, os Wanderers conseguiram manter a incerteza no marcador até aos últimos 20 minutos da contenda. A resistência estóica da equipa que esta semana mudou de treinador [Sammy Lee foi despedido] caiu por terra com o golo inaugural de Kolo Touré, que sossegou a multidão londrina, ansiosa pela manutenção da liderança. O 2º golo colocou um ponto final na partida, obra do checo Rosicky, fazendo de Arsene Wenger um treinador cada vez mais feliz com os seus "meninos". 25 pontos e um jogo a menos fazem o Arsenal transbordar de confiança. O título já não parece uma utopia.

Wigan, 0 - Portsmouth, 2
marcadores: 0-1 (Benjani), 0-2 (G.Jonhson)

Por falar em equipas sensação, o que dizer desta oriunda de Portsmouth, moldada pela experiência do sagaz técnico Harry Redknapp? Surpreendente início de temporada, agora com os mesmos 18 pontos do Blackburn, continuando no 4º lugar da classificação e obtendo nova e preciosa vitória fora de portas [a 2ª consecutiva]. As armas foram as de sempre: solidez defensiva e um contra-ataque mortífero, onde pontifica Benjani, numa época em que se reconciliou com os golos [no ano passado apenas 2 marcados]. Com o Wigan a procurar desesperadamente pela vitória, os últimos 10 minutos foram intensos, com o Portsmouth a dar as estocadas cínicas, concedendo nova derrota ao Wigan, em queda livre na classificação. Até onde pode ir o Portsky?

Middlesbrough, 0 - Chelsea, 2
marcadores: 0-1 (Drogba), 0-2 (Alex)

Quem diria que o Chelsea renasceria das cinzas, pós saída de Mourinho? Bem, eu não. Talvez ainda seja cedo para atirar foguetes, mas as 3 últimas vitórias deverão ter devolvido o moral a Stamford Bridge, pois todas foram alcançadas fora de portas [Valência, Bolton e Middlesbrough]. Num terreno onde os blues tradicionalmente encontram enormes dificuldades, e onde tinham sido derrotados nos dois últimos anos, o golo madrugador de Drogba serenou os comandados de Avram Grant. O costa-marfinense, que esta semana não teve pejo em dizer que quer sair de Londres, mostra que continua a ser um grande profissional, esquecendo dentro de campo os problemas de balneário. Alex, o central brasileiro que aterrou vindo de Eindhoven, fez o segundo do Chelsea, já na 2ª metade, contribuindo para a obtenção de 3 preciosos pontos. O Chelsea continua a resistir, enquanto o Middlesbrough resvala para a zona perigosa da classificação.

Manchester City, 1 - Birmingham, 0
marcadores: 1-0 (Elano)

De vento em popa, assim se pode caracterizar a carreira meteórica deste City, de Eriksson. Futebol espectáculo, executantes brilhantes e uma admiração que não se esgota nos seus próprios adeptos. Hoje, num difícil jogo caseiro perante o Birmingham, o brasileiro Elano voltou a mostrar os seus dotes de grande futebolista, marcando mais um decisivo golo. A vitória, sofrida, teve sempre uma excelente réplica do adversário, esse Birmingham moldado à personalidade lutadora do seu treinador, Steve Bruce, esta semana sob as luzes da ribalta, ao receber um convite formal e público para substituir Sammy Lee, no Bolton. Para quem, apesar do bom trabalho efectuado, só tem contrato até final desta temporada, no Birmingham, foi um momento saboroso. O City continua de pedra e cal nos lugares de acesso à Champions.

Fulham, 0 - Derby, 0

O único empate da jornada, até agora, num duelo entre clubes desesperados por pontos. O Fulham, com 7, no antepenúltimo lugar e o Derby, promovido este ano à Premier League, com apenas 5, lanterna-vermelha da cassificação. Um empate sensaborão, com os visitados a jogarem 45 minutos reduzidos a 10 elementos, após a expulsão de Konchesky. Divisão de pontos que por certo não agradará a nenhum dos técnicos.

Aston Villa, 1 - Manchester United, 4
marcadores: 1-0 (Agbonlahor), 1-1 (Rooney), 1-2 (Rooney), 1-3 (Gardner, pb), 1-4 (Giggs)

Há dias em que mais vale não sair de casa, deve estar a pensar a esta hora o técnico Martin O'Neill. Não lhe bastava defrontar os campeões em título, pese a qualidade que o seu plantel possui, como a história não lhe era nada favorável nos confrontos anteriores contra a raposa velha Alex Ferguson. Mas a história até poderia ser outra. O golo, marcado cedo, por uma das jovens prmessas inglesas, parecia querer dizer que o Manchester teria imensas dificuldades para sair de Birmingham sem uma derrota. Ferguson, sabendo que tem que gerir a equipa para as várias frentes em que se encontra inserido, deixou surpreendentemente Ronaldo no banco. No onze inicial várias caras conhecidas [Nani e Anderson] e outras ainda desconhecidas do grande público [Piqué, o central espanhol que substituiu Vidic]. Mesmo assim, nos últimos 9 minutos da 1ª parte, os red devils viraram o resultado. E de que maneira. 3 golos num ápice, com Nani em grande, oferecendoum deles a Rooney. Anderson, jogando mais recuado do que o costume, não brilhou tanto como o seu jovem colega, mas mostrou alguns dos pormenores que o valorizaram imenso. A 2ª parte foi um autêntico pesadelo para os adeptos da casa. Reo-Cocker viu o 2ª amarelo, depois de uma entrada duríssima sobre Anderson, deixando a equipa da casa desfalcada, a meia-hora do fim. E um mal nunca vem só. Poucos minutos depois, num lance de contra-ataque, Tevez é derrubado por Scott Carson, com o guardião do Aston Villa a ser expulso. O jogo transformava-se em pesdadelo, pese Rooney ter falhado o penalty. Até final, sem forçar o andamento, o Manchester marcou mais um, ficando a dever uma mão cheia deles ao resultado final. Só o argentino falhou 4 oportunidades flagrantes de golo, duas delas oferecidas por Nani. Está a carburar em grande o Manchester, ficando a aguardar pelo grande jogo da próxima jornada [Liverpool-Arsenal] para preparar o assalto à liderança.
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2 comentários:

nelson ribeiro disse...

G'anda Liverpool:)
Ah pois, por muito que não gostes do Benitez, o homem sabe da poda.

Abraço,

Paulo Pereira disse...

Eu não gosto do Benitez????Onde ouviste isso???? É uma das minhas personagens mais adoradas:)

Fora de brincadeiras, não confundas o não gostar (que se deve apenas à personalidade algo mesquinha do espanhol) com o achar k ele não é bom treinador. O curriculo dele fala por si. Agora convenhamos que, com o dinheiro gasto este Verão, e com a equipa que juntou, ele não está nada mal servido...

Abraço (e vê lá é se o Besiktas te tira o pio)