sábado, 25 de agosto de 2007

Resultados - jornada 4

Sunderland, 0 - Liverpool, 2
marcadores: 0-1 (Sissoko), 0-2 (Voronin)

Vitória suada, mas inteiramente justa do Liverpool, em Sunderland. Continuando a política de rotatividade, devido às jornadas a meio da semana da Liga dos Campeões, Benitez mostra também a excelência do seu plantel. Sem Gerrard, lesionado, entrou Sissoko, autor do 1º golo da partida, onde o protagonismo cabia, por inteiro, a Gordon, guarda-redes da equipa da casa. Lá na frente, Kuyt descansava no banco, cedendo o lugar a Voronin, o ucraniano que tinha já marcado o golo da vitória em Toulose. Se a intenção do treinador espanhol era descansar algumas das pedras base da equipa, ela saiu gorada, devido às lesões sofridas por ambos os centrais, impeditivas de continuarem em campo. Hypia e Carragher foram as vítimas, desfalcando os reds de Liverpool. No Sunderland, depois do auspicioso início de época, 2ª derrota consecutiva que, por certo, não desmobilizará os seus adeptos, cientes das dificuldades que esperam a equipa, na luta pela manutenção.

Aston Villa, 2 - Fulham, 1
marcadores: 0-1 (C.Dempsey), 1-1 (Z.Night, pb), 2-1 (S.Maloney)

Primeira vitória do Aston Villa no campeonato, arrancada a ferros, conseguindo dar a volta ao resultado e, mesmo ao cair do pano, fazer o golo da vitória, por intermédio de Maloney. Respirou fundo Martin O'Neill, aproveitando o factor casa para somar 3 preciosos pontos. O Fulham, vindo de um derrota caseira frente ao Middlesbrough, só se pode queixar de si próprio. Foi o seu central, Zet Night, que num lance infeliz concedeu o empate aos visitados. Como se isso não bastasse, Baird, poucos minutos depois, vê o 2º amarelo e deixa a equipa reduzida a 10 homens, nos últimos 25 minutos. O assédio caseiro intensificou-se, com o prémio a surgir quando poucos esperavam. Segue-se o Chelsea, em casa, na próxima jornada. O Fulham perde novamente no último minuto, à imagem e semelhança da jornada inaugural, onde sofreu o golo da vitória do Arsenal já em tempos de descontos.

Bolton, 3 - Reading, 0
marcadores: 1-0 (Gary Speed), 2-0 (Anelka), 3-0 (Braaten)

Vitória gorda e algo inesperada, atendendo ao último lugar que o Bolton ocupava, até esta jornada, sem qualquer ponto. O Reading, conhecido pela bravura e defesa porfiada nos jogos fora de sua casa, claudicou em toda a linha, sendo goleado sem apelo nem agravo. O Bolton, mais aliviado pelo resultado alcançado, terá nova oportunidade de subir uns degraus na tabela classificativa, na próxima jornada, ao receber o Everton. Anelka, o aríete dos homens da casa, assume-se como um dos artilheiros da época, marcando hoje o seu 3º tento, igualando Sibierki e Lampard na frente dos melhores marcadores.

Chelsea, 1 - Portsmouth, 0
marcadores: 1-0 (Lampard)

Um golo de Lampard valeu hoje, em Stamford Bridge, ao Chelsea, para conquistar os 3 pontos em disputa e para se isolarem, devido à derrota do City, no topo da tabela classificativa. Foi um jogo desinspirado por parte dos comandados de José Mourinho, praticando quase sempre um futebol pouco imaginativo, sem velocidade e falho de ideais. O Portsmouth, adversário incómodo, trazia a lição bem estudada, fechando de forma competente as linhas defensivas e explorando o contra ataque, onde conseguiu criar alguns engulhos ao último reduto dos blues. Sem Paulo Ferreira, por opção, e Ricardo Carvalho e Pedro Mendes, por lesão, o jogo não teve portugueses em acção. Essien voltou a ser a opção do special one para o lado direito da defesa - Belleti estreou-se na 2ª parte - com a dupla atacante a ser constituida por Drogba e Pizarro. O golo, surgido na sequência de uma acção atacante de Drogba, contou também com a colaboração do internacional inglês David James, guardião do Portsmouth, conhecido maliciosamente por "Calamity James". Os adeptos londrinos apanharam um valente susto aos 87', ao verem Ashley Cole a safar, em cima da linha de golo, aquele que seria o empate. Valeu a atenção do defesa britânico e lá temos nós o Chelsea no topo.

West Ham, 1 - Wigan, 1
marcadores: 0-1 (Scharner), 1-1 (Bowyer)

Ainda não foi deste que os "hammers", o outro nome porque é conhecida a equipa do West Ham, venceram em casa, nesta edição da Premier League. À derrota caseira, logo na jornada inaugural, frente ao Manchester City, seguiu-se hoje um empate, conquistado a 10' do fim, frente à agradável equipa do Wigan - actuais 3º classificados - que já soma 7 pontos, mostrando querer rapidamente ver-se a salvo dos lugares de descida, evitando os sobressaldos da temporada passada. O West Ham, com algun reforços sonantes - Bellamy e Ljungberg - amealhou um ponto, somando agora quatro, quedando-se num modesto 12º lugar.

Derby County, 1 - Birmingham, 2
marcadores: 0-1 (C.Jerome), 1-1 (Oakley), 1-2 (C.Jerome)

No encontro entre velhos conhecidos de escalões secundários, venceu a equipa comandada por Steve Bruce, acentuando ainda mais as carências do Derby, sem vitórias e apenas com um mísero ponto. Muito pouco, para quem tinha como projecto a estabilização na principal competição inglesa. O Birmingham, por seu lado, depois de um início complicado, obtêm uma vitória de extrema importância, somando 4 pontos conseguindo fugir da linha de água. Finalmente, acrescento eu, um dos jogadores destacados na rubrica "potenciais estrelas" foi a figura da partida. Cameron Jerome, avançado dos visitantes, marcou ambos os golos, estreando-se assim da melhor maneira a marcar na Premier. Um jogador talentoso, a acompanhar com atenção.

Arsenal, 1 - Manchester City, 0
marcadores: 1-0 (Fabregas)

O Manchester City conheceu hoje, pela primeira vez, o travo amargo da derrota. Resistiu estoicamente a equipa de Eriksson, num embate de enorme grau de dificuldade, não defraudando a imensa falange de adeptos que viajou até Londres. Numa vitória justa, face ao maior caudal ofensivo dos gunners, o Arsenal só aos 80', por intermédio do espanhol Cesc Fabregas, num remate indefensável, conseguiu ultrapassar a a barreira defensiva - apenas um golo sofrido - dos azuis de Manchester. Schmeichel, filho do antigo guarda-redes leonino, esteve sempre em plano de destaque, detendo mesmo uma grande penalidade, cobrada por Van Persie. O Arsenal, apesar da juventude do plantel, continua a aguentar-se na corrida aos lugares cimeiros, comprovando a enorme qualidade que Wenger tem à sua disposição. Na baliza, estreou-se Almunia, devido a lesão de Lehmann - para alegria dos adeptos do Arsenal - tendo o jogo ficado marcado por um lance duvidoso na área londrina, com o banco do City em peso a pedir a marcação de uma grande penalidade.

Everton, 1 - Blackburn, 1
marcadores: 0-1 (R.Santa Cruz), 1-1 (McFadden)

Embate interessante, entre dois emblemas históricos, que prometem lutar, esta temporada, por lugares europeus. Excelente a primeira parte do Rovers, com McCarthy, Pedersen e Santa Cruz a provocarem inúmeros problemas à equipa da casa. Nesse período, o Blackburn podia, e deveria, ter resolvido o encontro, tamanha foi a superioridade demonstrada. O jogo iniciou-se com uma sentida homenagem ao jovem adepto - 11 anos - do Everton, assassinado esta semana. Os pais, trajando o equipamento do Everton, a paixão do seu filho, estiveram presentes no pontapé de saída. Na segunda parte, a equipa da casa, como lhe competia, tomou conta dos acontecimentos, chegando a empate a 11' minutos do apito final, num resultado que por certo agradará a ambos os treinadores. O Blackburn continua sem perder, contando com um jogo a menos. Destaque para novo golo - e vão 3 - de Santa Cruz, renascido após um ano de calvário, cheio de lesões.
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7 comentários:

zé pedro disse...

Acredito k este será o ano do Liverpool. Grande equipa, muito sólida e cheia de opções. Em grande!

casimiro martins disse...

Tens razão, Zé Pedro, este parece ser o ano do Liverpool. Finalmente Benitez tem material humano para lutar em todas as frentes. E ainda falta o Mascherano, k foi senhor daquele meio campo na época passada. Estou a gostar!

Paulo Pereira disse...

Não pretendendo deitar água na fervura, pois este é um espaço de debate e troca de ideias, não vos parece, no mínimo, prematuro dizerem que "este é o ano do Liverpool"? Só lá vão 4 jornadas e, se quisermos ser realistas, não era previsível k alguém descolasse tão cedo. Mais a mais, um pormenor de somenos importância: os reds já empataram em casa...com um dos rivais na luta, por isso, não vejo o pk de tanta euforia.

Abraço,

casimiro martins disse...

Paulo, mas convenhamos, esse empate foi mais graças a um erro colossal do árbitro k a mérito do Chelsea, k por sua vez, e como dizes na crónica, hj não jogou nada.

Abraço,

Paulo Pereira disse...

Nada contra o k dizes, sendo o erro já reconhecido pelo Chelsea, mas não invalida a boa réplica dada pelos comandados de Mourinho em Anfield. Nunca saberemos se chegariam ou não ao empate, noutras circunstâncias. Se é verdade k a nivel exibicional o Chelsea não encanta ninguém, tendo 3 vitórias pela margem mínima, tb é certo k foi assim k ganharam o campeonato, na primeira temporada de Mourinho em Inglaterra.
Continuo a dizer k é demasiado cedo para se tirarem ilações. Deixa Dezembro e os seus jogos chegarem e depois se vê...

nelson ribeiro disse...

Paulo, já somos muitos contra um:)
O Chelsea, este ano, não vai ter hipóteses (digo eu).

Abraço,

pedro alves disse...

Apesar de ser uma equipa de muito bom nivel a que defrontou o chelsea como indica a classificação da mesma na passada época o Chelsea denota ainda muitas debilidades. A defesa é insegura (falta carvalho) a transição no ultimo terço de terreno parece fraca apesar de wright-phillips estar a bom nivel. O Chelsea cria poucas oportunidades claras de golo e está menos letal nos lances de bola parada. Espera-se por ballack e essien definitivamente a meio-campo e uma ala esquerda mais forte.